— Você não é apenas um ser humano, mas também homem, e um homem precisa mais do que o amor platônico apenas. Por que você se fechou para o amor que é comumente referido como o sexo?
O nosso herói se refere a cibernética como uma — mulher muito sexy e adorável, mas — como eu posso pensar em flertar, quando preocupações sobre o futuro da nossa expedição e o futuro da Humanidade pesam como uma rocha sobre mim.
Presumivelmente, ele deveria pensar em Orana Sestore, mas provavelmente o mesmo não aconteceu como contou o autor: ele simplesmente se esqueceu.
Na edição 766 ("O Senhor do Mundo") Chara Shamanovo, que é após a queda da terra no Abismo, uma das últimas pessoas possui uma boneca sexual robótica chamada Zsajnu cujo CIP (codificador de identificação pessoal) a identifica como um "brinquedo." Mas não se preocupe, o romance é de Kurt Mahr; portanto, Zsajnu é admitidamente para o sexo, mas: "Ele queria ela. Mas o olhar fresco com que ela olhou para ele, lhe lembrou que havia outras tarefas para ele além de estar com Zsajnu" Ufa. – ataque erótico sub-reptício apenas evitado!
Já fica mais quente, com a ocorrência de Sailtrit Martling no Volume 777 ("Luta Contra os Invasores" por Willi Voltz): — Sailtrit despiu-se e escorregou para o homem debaixo das cobertas. No entanto, quando ele queria ser mais carinhoso, ela retirou os braços, — não aconteceu nada — Você têm sorte! Mas: se insinua que um erotismo é correto, se ele é contado a partir de uma perspectiva feminina? Scheer era tão desagradavelmente vago.
Pouco antes do volume de 1000 já se pode fazer alusões do que homens e mulheres podem realmente fazer uns com os outros, exceto empreitadas valiosas de muita camaradagem. No Volume 990, "Planeta dos Amuletos da Boa Sorte", é creditado novamente a Kurt Mahr, a quem devemos este pequeno empurrão:
— Coma mais rapidamente, meu menino — gritou ela. — O nosso encontro está atrasado em dez minutos.
Como de costume, este não parece ser o caso, porque o protagonista adiciona eventos a cena observada em mente: "Se eu encontrar o grupo de psicólogos, que reuniu esse pessoal, eu vou esganar os seus pescoços."
Ele permanece, mas, via de regra subentendido. Ainda no ciclo dos Cantaros uma astronauta está bastante satisfeita com os encantos de um companheiro, mas não sabe como se comportar (Volume 1406 "Barreira no Nada", de Robert Feldhoff): "Valerie tinha trocado de roupa e parecia ter saído do banho recentemente. Ela usava um traje de lazer apertado de couro sintético, sem adornos e que marcava as suas formas corporais. Quando nunca a tinha visto desta forma e, por alguns momentos, ficou sem palavras." Bem, o homem ruminava os 700 anos saltados e ainda tinha a esperança equivocada de recuperar sua esposa e filha atrás da barreira que circundante da Via Láctea, mas ainda assim.
Então, novamente, eu me lembro do Volume 1715, "O Comando de Abordagem", de Peter Terrid (que nunca foi uma criança triste), no qual um membro da "Beausoleils" tem uma grande entrada:
— Deem-me espaço – Martine, decidiu-se e retirou rapidamente o seu SERUN. — Alguém tem algum creme de pele ou algo assim, algo que seja suave e gorduroso?
— O que vai escorregar aqui é provável que seja a imaginação de Xavier — Michael Doucet comentou com um sorriso. — Mas, como você vai aplicar essa loção em você. Onde você está indo?
— Ballast o fará, — Martine Fracass respondeu de forma decisiva e também começou a tirar a roupa de bordo que usava sob o SERUN. O que ela usava por baixo despertou em Perry Rhodan a divertida questão se estaria na lista de aquisições antes da partida da BASE calcinhas pretas com um laço, para mulheres tamanho 36. A roupa íntima entregue pela diretoria da BASE junto com o uniforme adequava-se mais na categoria pertinente.
— Que garota, que menina — Michael Doucet murmurou impressionado. — A nossa pressão arterial já não está alta o suficiente?
Com este comentário de seus colegas de equipe sobre esse detalhe, a proibição scheerense do "sub-reptício erótico" parece estar completamente caída, pelo menos, em julho de 1994. Chocante. Mas ainda mais chocante é que a cena no finalmente acaba abruptamente, por isso não tem qualquer proposito mais sério na cabeça do autor (ela tira o SERUN, porque eles têm que passar por um campo defensivo – sim, é claro).
E então veio a captura de Mondra no volume 2506...
— Desligar! — Aasin ordenou.
Mondra obedeceu sem dizer uma palavra. Ela abriu o SERUN e o desativou. A positrônica entrou em modo de hibernação. Ela não poderia ser despertada por ninguém senão ela.
— A roupa de baixo!
Que pena. Mondra retirou o sistema inteligente da calcinha em seu corpo, que não só regulamentava o equilíbrio de hidratação. Com a ajuda dele, ela poderiam conseguir algumas sensações.
— Posso conservar, pelo menos a minha calcinha e sutiã? — Ela perguntou.
Aasin caminhou até ela e acariciou-a com seus braços. Uma das urtigas escorregou entre suas nádegas, outro deslizou sobre os seios. O toque era nojento, mas Monda suportou apaticamente.
Assim o circulo quase se fecha na primeira parte já citada com "intersexualidade entre as espécies"...
Raine Rangel aproveita para agradecer a Andy Schmid e Peter Wachtler pela investigação nos romances antigos.
Rainer Naigel, Infotransmitter de 20 de fevereiro, 2015
Tradução divulgada no Informátivo Galáctico (IG) 7, em Setembro de 2015.