Fee Kellind é obrigada a aceitar que sua nave virou um pedaço de sucata. Não há energia e os equipamentos mais importantes não valem mais que ferro-velho. No casco da GOOD HOPE III abrem-se enormes fendas que causam diversos estragos sérios a bordo. Os terranos tiveram que pagar caro pela informação de que um novo e até então desconhecido inimigo vem mantendo numerosas estações secretas em DaGlausch. Um levantamento inicial mostra claramente as proporções do desastre. O conversor hipertrop e o armazenador gravitraf estão destruídos, os poços antigravitacionais sem energia e os motores de fusão tiveram seu funcionamento suspenso. A GOOD HOPE III está morta feito uma pedra. Fazendo alguns ajustes provisórios, pelo menos os sistemas de manutenção da vida são mantidos em funcionamento por um tempo incerto.

Numa viagem a pouco mais de dois por cento da velocidade da luz, a GOOD HOPE III penetra num sistema solar desconhecido. À medida que a tripulação varre as imediações da nave com os combalidos sistemas óticos, os terranos percebem que um gigante gasoso do tipo de Júpiter começa a influenciar a trajetória da espaçonave à deriva. A nave entra no campo gravitacional do planeta gigante.

Em Alashan, as pessoas começam a se preocupar com o paradeiro da GOOD HOPE III. O recente incidente com a nave dos hamarades ainda mantém todos de sobreaviso. Stendal Navajo preocupa-se acima de tudo com o emissor de sinais de socorro da nave dos hamarades, que ficou ativo por pouco tempo e só foi silenciado com a explosão da nave. Caso os hamarades e dscherros sejam atraídos pelos impulsos e apareçam ao mesmo tempo no sistema thorrtimer, o pequeno enclave dos terranos estará perdido. Mas a carga da GOOD HOPE III também é de suma importância. Os elementos de pilotagem de alta energia estão destinados a novos projetos que deverão auxiliar o Caso Róbinson. E, como se essa fosse a deixa, alguém soa o alarme num dos postos de localização espalhados pelo sistema thorrtimer...

Enquanto isso, na GOOD HOPE III, acontece um desastre atrás do outro. O gigante gasoso, para onde a nave estava se dirigindo há um bom tempo, aproxima-se cada vez mais. Fee Kellind chega a ser atirada ao espaço, através da fenda no casco externo da nave, pela explosão de um depósito derretido, mas consegue ser trazida a bordo por meio de um raio de tração. O maquinista Tuck Mergenburgh, que ficará responsável sozinho pelos reparos de partes importantes da GOOD HOPE III, é gravemente ferido e precisa ser operado. O único médico qualificado para isso está em profundo estado de inconsciência e a comandante Fee resolve trazê-lo de volta à consciência, apesar do alto risco. A tentativa dá certo. Enquanto Tuck é operado por quatro horas, os agentes do SLT trabalham em todos os cantos da GOOD HOPE III pelo menos em alguns dispositivos de armazenamento para restaurar a rede. Entretanto fica claro para todos os membros do grupo que isso torna-se uma corrida contra o tempo.

Nesse ínterim, a crise desencadeia-se em Alashan. Os piores receios tornam-se realidade. Trinta naves de batalha dos hamarades aparecem no sistema thorrtimer para procurar pela nave derrubada ROPICA. Mandreko Tars, o “expertise em dscherros” de Alashan, vai imediatamente para bordo de uma das antigas naves dos dscherros que ficaram em órbita. Mandreko agora tem a possibilidade de se fazer passar por um dscherro genuíno através de recursos de holotécnica. Além disso, ele consegue, através de mecanismos de teledireção, manter as naves que vagavam em órbita executando movimentos dirigidos e assim simular manobras de voo com elas. “Taka Mandreko” coloca em prática então o seu estratagema, que só tinha um único propósito: manter os hamarades longes de Thorrim. Mandreko declara sob a máscara holográfica de chefe dos dscherros que a ROPICA havia sido abatida, e ameaça os hamarades com a aniquilação. O ministro da guerra dos hamarades cai no blefe e retira-se com suas naves. Entretanto, os terranos de Alashan ficam certos de que o prazo de trégua para o antigo bairro de Terrânia vai ficando cada vez menor.

Tuck Mergenburgh não perde tempo e começa a trabalhar em um hipertransmissor improvisado e a guiar os propulsores de campo frontais. Ele consegue ativar os motores por um breve período, durante o qual manobra a GOOD HOPE III para longe do gigante gasoso, que agora tornara-se perigoso. Por causa da ausência de neutralizadores de pressão, o breve impulso de aceleração torna-se um duro teste para o grupo. A manobra dá certo. Tuck Mergenburgh desmaia novamente devido ao grande esforço. Se a GOOD HOPE III não for resgatada, só poderão dar um pequeno prazo a ele.

Em Alashan, Gia de Moleon elabora um plano de emergência. Até a ALVAREZ, numa missão a caminho de Kristan, está atrasada a várias horas. Gia decide fretar naves dos thorrimenses e mandá-las para Kristan e Kre'Pain, para procurar as naves perdidas. Se as naves terranas não retornarem de sua missão até o meio-dia, os thorrimenses deverão decolar e começar a busca. Além disso, o plano inclui a evacuação dos terranos da cidade, para não arriscar a vida da população em um eventual ataque.

No entanto, a situação da GOOD HOPE III agora parece sem esperanças. Como última ação, o hipertransmissor improvisado consegue emitir um pedido de socorro. A nave entra então diretamente no campo gravitacional do planeta gigante e fica de frente para ele por pouco tempo, aquecendo-se em sua atmosfera. Em Kristan, a mensagem emitida pela GOOD HOPE III chega à ALVAREZ e Jacho Hornung decide decolar imediatamente para procurar pela nave. Ele consegue captar o pedido de socorro da nave e recolher a sua tripulação esgotada na órbita do planeta gigante. Ele também consegue salvar os destroços da GOOD HOPE III com um campo de tração antes da destruição certa. A ALVAREZ volta com os resgatados para Alashan e assim a tripulação consegue finalmente entregar não só a valiosa carga como também a informação sobre os korragos.

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